HGRS realiza ação educativa com parceria da Rioquímica e presença de ex-Olodum

HGRS recebe Pierre Onassis para ação educativa sobre uso de jaleco.

Os funcionários do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) que chegaram para almoçar no refeitório da unidade nesta sexta-feira (4), foram recebidos pelo cantor Pierre Onassis. A convite da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar local (CCIH-HGRS), o ex-Olodum comandou a ação comemorativa pela Semana Nacional da Saúde, quando o país celebra o nascimento de Oswaldo Cruz.

Inspirada pelo trabalho do sanitarista homenageado, que mudou os cursos da saúde pública do Brasil, fazendo com que várias epidemias fossem erradicadas, a equipe da CCIH-HGRS deu mais um passo para melhorar os indicadores do hospital. Depois de conseguir reduzir em 30% a taxa de infecção na hemodiálise e de economizar R$ 350 mil com uso consciente de antibióticos no último ano, a meta é acabar com o uso inadequado de jalecos e roupas privativas.

“Esperamos, com essa iniciativa, orientar os profissionais do Hospital Roberto Santos. Mesmo que a gente saiba que o mau uso de jalecos é um problema antigo e corriqueiro em todas as instituições de saúde, públicas ou privadas, queremos que no nosso hospital o cenário seja diferente”, afirma Euclimeire Neves, coordenadora de enfermagem na CCIH-HGRS.

Ela lembra que a redução de infecção hospitalar repercute diretamente em outros aspectos positivos: “acredito que, quando diminuímos as taxas de infecção, geramos mais economia e fazemos os leitos girarem mais rápido para recebermos mais pacientes”.

Com apoio da diretoria do HGRS, o grupo, então, promoveu um almoço especial para o público interno. Além de oferecerem um cardápio diferente, decoraram o ambiente com placas informativas, balões e um jogo americano cheio de dicas. Até o bolo da festa trouxe mensagens de conscientização.

Na porta do refeitório, pontos para higienizar as mãos com álcool gel estavam disponíveis para todos. Quem esteve no encontro participou, ainda, de sorteio de brindes e pôde tirar fotos com molduras divertidas. A ação contou com a parceria da empresa Rioquímica e da Associação dos Condutores de Veículos de Emergência da Bahia (Asconveb).

Uso correto do jaleco garante segurança do paciente e do profissional

Em recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e em norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), afirma-se que as vestimentas de biossegurança utilizadas pelos profissionais de saúde são de uso exclusivo nos locais de trabalho. O jaleco é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) usado para resguardar profissionais e pacientes dos microrganismos presentes no ambiente hospitalar. Assim sendo, a exposição dos jalecos em locais públicos ou de circulação de pessoas representa riscos para a saúde pública.

Infectologista da CCIH-HGRS, Verônica Diniz França explica como pode ocorrer a contaminação por meio de uso inadequado de jaleco ou roupa privativa: “quando o médico, enfermeiro, fisioterapeuta ou técnico está lidando com o paciente, está na bancada da enfermaria ou da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], a bactéria entra em contato com o jaleco dele. Aí, depois ele vai comer. Nesse processo, ele vai carrear [conduzir] aquela bactéria para o refeitório, nas mesas, nas cadeiras e até pode contaminar o próprio alimento. Então, outro profissional, com a roupa que também usou dentro da assistência, entra em contato com a bactéria levada pelo colega e acontece o que chamamos de transmissão cruzada”.

Segundo a médica, além de não expor inadequadamente o jaleco ou roupa privativa – aquelas usadas em unidades fechadas, como centro cirúrgico e UTI – a higienização das mãos é fundamental, tanto na assistência quanto na alimentação: “é considerada a medida individual de maior impacto, com comprovada eficácia na prevenção das infecções”.

Fonte: Ascom/HGRS

Postagens Recentes

Deixe um comentário